Economia de energia com gestão centralizada

Centralize a gestão e transforme a energia em um ativo para sua empresa.

Se a sua empresa tem um número grande de filiais, sejam elas escritórios, lojas, centros de distribuição ou qualquer tipo de estabelecimento, a gestão das contas e a economia de energia podem ser desafios.

Quando você enxerga a questão como um problema local a ser conduzido do ponto de vista de cada unidade, pode estar perdendo uma enorme oportunidade de economizar energia.

E a questão ainda vai além, a gestão centralizada permite aumentar tornar estes custos mais previsíveis, minimizando os riscos associados as influências de condições climáticas, mudanças nas regras do jogo pela política e na economia. Estas variáveis, que estão fora do controle da sua empresa, afetam diretamente o custo da energia e podem influenciar diretamente na margem do seu negócio de uma hora para outra.

Pensando nisso, enumeramos um passo a passo para você entender como fazer esta transformação na forma de administrar os recursos energéticos. Entenda como implementar a gestão de contas centralizada na sua empresa e o impacto na economia de energia.

 

 

Passo 1 – Entenda o que você compra e quanto você gasta de energia

São diferentes distribuidoras que levam energia até as empresas, as vezes mais de uma por estado. Diferentes formatos de conta, distintas alíquotas de impostos, taxas e uma série de encargos que tornam difícil formar uma base comparativa do que está efetivamente sob sua gestão: o consumo de energia.

Para as empresas que já estão um passo à frente na forma como lidam com a compra de energia, as opções são ainda mais complexas: autogeração, geração distribuída, compra através do mercado livre. Diferentes modelos de compra para gerenciar, cada uma com a sua legislação e complexidade de mercado.

Ter a gestão das contas de energia de todas as suas unidades em um só lugar vai ajudar na economia de energia ao comparar custos, identificar oportunidades de otimização do processo de compra e implementar as melhores práticas para o negócio como um todo.

Passo 2 – Analise como você compra sua energia

O mercado de energia está cada dia mais flexível e descentralizado. Hoje é possível às empresas e até clientes residenciais, gerarem a sua própria energia e comercializarem o excedente na rede de distribuição, por exemplo.

Montar uma boa estratégia de portfólio pode reduzir drasticamente os custos, reduzir riscos e até trazer ganhos financeiros com a economia de energia.

Entenda quais são as opções disponíveis no mercado para empresas:

MERCADO LIVRE DE ENERGIA

No mercado livre de energia, os contratos de compra e venda são negociados entre aqueles que consomem grandes volumes de energia e as empresas geradoras, na grande maioria das vezes através de empresas chamadas comercializadoras.

É possível, portanto, escolher de quem se vai comprar a energia, negociar preço e duração dos contratos que ficam em geral com prazos de até cinco anos.

Para optar pelo mercado livre de energia a empresa deve ter contratos de fornecimento de energia acima de 500 kW. Ou seja, uma conta de energia mensal de no mínimo R$ 60 mil.

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA (ON GRID)
Quando a empresa produz a própria energia e conecta esta fonte à rede de distribuição. Como veremos adiante, esta geração pode ou não estar no terreno da empresa.

O método mais comum de autoprodução pela sua praticidade de instalação é a Energia Solar. As vantagens deste modelo estão na maior independência de variáveis e atores externos, previsibilidade de custos, garantia dos equipamentos e facilidade de manutenção.

AUTOCONSUMO REMOTO 
Desde que sob a mesma pessoa jurídica, a empresas, sejam elas uma grande indústria ou uma rede de varejo com diversas lojas, podem produzir sua própria energia em um local diferente do consumo, como um terreno isolado, desde que o terreno e a empresa / filiais esteja na mesma área de concessão, com a mesma distribuidora de energia.

Além de produzir sua própria energia, o excedente é remunerado pela distribuidora através da obtenção de créditos na conta. O projeto funciona como um condomínio, com vários lotes de microgeração que podem ser utilizados para o autoconsumo remoto.

A grande vantagem desta modalidade é que a empresa não precisa de espaço para o painel no telhado, ou utilizar o terreno da sua fábrica ou centro de distribuição como no caso deste projeto de geração compartilhada para autoconsumo remoto.

O empreendedor garante o preço da energia antecipadamente e obtém descontos na conta de energia elétrica, já que toda a energia gerada pelos painéis solares é injetada na rede elétrica.

GERAÇÃO COMPARTILHADA
Reunião de consumidores, dentro da mesma área de concessão, por meio de consórcio ou cooperativa, composta por pessoa física ou jurídica, que possua unidade consumidora com micro ou mini geração distribuída em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada.

Passo 3 – Compreenda como e quando você usa a energia

Ferramentas já disponíveis no mercado permitem que o gestor de energia acesse um resumo abrangente de informações de faturamento por filial, da conta e do histórico para cada instalação do seu portfólio sempre que precisar e de forma centralizada utilizando uma plataforma tecnológica robusta.

Passo 4 – Como você melhora a economia de energia

Uma vez compreendido como sua empresa adquire e consome a energia, é hora de partir para ações de eficiência energética e como substituição de equipamentos por mais eficientes, iluminação, equipamentos de climatização, refrigeração e motores mais adequados.

Há também a a instalação de equipamentos de automação para equilibrar o consumo e garantir a economia de energia, como sensores de presença e temporizadores; ou com soluções mais complexas, como sistemas de recuperação e cogeração de energia, controles automatizados e inversores de frequência.

A melhor forma de conduzir este processo é através de uma consultoria especializada, que pode reduzir em até 40% os custos de energia.

Tudo isso pode ser feito através de contratos de performance, sem necessidade de um desembolso inicial de caixa, aonde a empresa contratada é remunerada pela economia gerada.

Passo 5 – Como criar valor

É possível reverter o jogo e transformar a energia elétrica de uma importante despesa em uma fonte de receita. A venda da produção excedente de energia é possível para consumidores livres e especiais, de acordo com a normativa da Aneel (Resolução Normativa Aneel 611 de 2014).

Desta forma a energia passa a ser um ativo da empresa. A venda pode vir através de sobras de energia, para empresas que já atuam no mercado livre e tem um contrato de demanda. Esta diminuição na demanda pode ser ocasionada por diversos fatores, como manutenção de máquinas e equipamentos, queda nas vendas ou tipo de paralisação não programada.

Com isso o consumo de energia pode ser menor que o planejado, gerando economia de energia e sobras de contrato ao final do mês.

Outra modalidade de venda, para os clientes conectados ao mercado livre associados a CCEE (Câmera de Comercialização de Energia Elétrica) podem comercializar o excedente da autoprodução.

Ou seja, grandes consumidores que produzam energia em uma das modalidades incentivadas como a eólica, fotovoltaica, biomassa, hidráulica ou cogeração qualificada, com potência inferior ou igual a 30 MW. Podem comercializar a sobra de energia também.

Conclusão

Seguindo estes passos e organizando a forma que a sua empresa consome energia, entendendo as oportunidades de autoprodução e adotando ações de eficiência energética sua empresa estará pronta para transformar esta fonte de despesa em receita.

A oportunidade está em suas mãos! Não deixe para depois estas ações que vão trazer benefícios imediatos para sua empresa.

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A Ucrânia inaugurou uma usina solar em Chernobyl nesta sexta-feira, bem diante de onde uma usina elétrica, hoje envolta por um sarcófago gigante, causou o pior desastre nuclear da história três décadas atrás.

visitantes passam por painéis solares em uma usina de energia solar construída no local do pior desastre nuclear do mundo, Chernobyl, Ucrânia — Foto: REUTERS/Gleb Garanich

Construída em uma área contaminada, que continua em grande parte inabitável e onde visitantes são acompanhados por guias munidos de medidores de radiação, 3.800 painéis produzem energia suficiente para dois mil apartamentos.

Em abril de 1986 um teste mal-sucedido no reator número 4 da usina soviética lançou nuvens de material nuclear por toda a Europa e obrigou dezenas de milhares de pessoas a se retirarem.

Trinta e um funcionários da usina e bombeiros morreram na esteira do acidente, a maioria devido a doenças agudas causadas pela radiação.

Mais tarde outras milhares sucumbiram a doenças relacionadas à radiação, como o câncer, mas o saldo total de mortes e os efeitos de longo prazo na saúde continuam causando um debate intenso.

“Não é só mais uma usina de energia solar”, disse Evhen Variagin, executivo-chefe da Solar Chernobyl LLC, aos repórteres. “É realmente difícil subestimar o simbolismo deste projeto em particular”.

A usina solar de um megawatt é um projeto conjunto da empresa ucraniana Rodina e da alemã Enerparc AG, custou cerca de 1 milhão de euros e se beneficiou de tarifas renováveis que fixam um determinado preço para a eletricidade.
É a primeira vez em que se produz energia no local desde 2000, quando a usina nuclear finalmente foi fechada. Valery Seyda, gerente da usina nuclear de Chernobyl, disse que parecia que o local jamais voltaria a fazê-lo.

“Mas agora estamos vendo um novo broto, ainda pequeno, fraco, produzindo energia neste local, e isso dá muita alegria”, disse.

Dois anos atrás um arco gigantesco de 36 mil toneladas foi erguido sobre a usina nuclear para criar um invólucro para bloquear a radiação e permitir que os restos do reator sejam desmontados em segurança.

Nossa Colaboração Para um Sentido Sustentável

Energia Solar Cidadão Eco (Painéis solares são vistos em frente ao arco que cobre o quarto reator danificado da usina nuclear de Chernobyl,

 

em uma usina de energia solar recém-construída em Chernobyl, Ucrânia — Foto: REUTERS/Gleb Garanich)A inauguração coincide com um aumento de investimento acentuado em recursos renováveis na Ucrânia. Entre janeiro e setembro mais de 500 MW de capacidade de energia renovável foram acrescentados ao país, mais do que o dobro de 2017, disse o governo.

Yulia Kovaliv, que comanda o Conselho do Escritório Nacional de Investimento da Ucrânia, disse que os investidores querem aproveitar os benefícios de um esquema de subsídios generoso antes de o Parlamento realizar uma votação sobre sua revogação em julho do ano que vem.

 

 

https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/aposentado-investe-em-energia-solar-e-comemora-economia-de-r-300-por-mes-na-conta-melhor-que-poupanca.ghtml

Todo o dinheiro recebido com a aposentadoria foi investido na compra de placas de energia solar. Esta foi a decisão tomada por Raimundo Manoel Rodrigues, morador de Sorocaba (SP), que preferiu gastar os R$ 20 mil para reduzir a conta da energia do que deixar o dinheiro parado no banco.

“Se a gente pegasse, por exemplo, 20 mil reais e colocasse na poupança, ia render R$ 100 mês. A gente investiu na energia e está economizando R$ 300 por mês”, afirma.

Agora, a máquina de costura da esposa do aposentado não para, e a única preocupação de Marina Rodrigues é com os prazos de entrega das peças. A explicação para ao alívio dela está em cima da casa, onde os painéis de energia solar foram instalados.

“Tem dia que uso o ferro o dia inteiro e a conta [de energia] só vem o mínimo de R$ 33 reais”, diz.

Quem trabalha com a instalação desse sistema já percebe a mudança no perfil de quem procura o serviço. Os equipamentos estão ficando mais acessíveis e, atualmente, já somam 15 mil instalações em várias regiões do Brasil.

“Diria que hoje você compraria pela metade do preço de quando os sistemas começaram a ser implantados, em 2012”, diz o especialista em instalação, Luiz Cláudio Rosa. De olho nesse mercado, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica no interior de São Paulo criou uma empresa só para a instalação dos painéis fotovoltaicos.

 

O sucateiro eletrônico


Paulino Andrade: criou um sistema de coleta e venda de lixo eletrônico que triplicou sua renda mensal

Quando trabalhava como supervisor de logística em uma multinacional sediada em São Paulo, Paulino Andrade observava, intrigado, as dificuldades que as empresas tinham para se livrar de seus resíduos – não só os industriais, mas de qualquer tipo, inclusive material de escritório, que deixasse de ser útil. A dor de cabeça para as pessoas comuns era ainda maior. Em 2009, abandonou o papel de observador e resolveu agir. Montou um site na internet, o Cidadão ECO, que permitia que qualquer pessoa da Grande São Paulo se cadastrasse para ter computadores, telefones, impressoras e outros artigos eletrônicos quebrados ou obsoletos retirados por ele, gratuitamente, em sua própria casa. O “lixo eletrônico” era transportado e vendido por Andrade a empresas especializadas em reciclagem de metais e plástico. O que era apenas uma atividade paralela rapidamente transformou sua rotina. O empreendedor, hoje 37 anos, abandonou o emprego, alugou um galpão para separar as peças e o negócio cresceu. As 30 toneladas de lixo eletrônico que coletava semanalmente passaram a ser diárias. “Hoje, a maior parte dos clientes é composta por pequenas e médias empresas que não sabem como dar fim aos produtos que não usam mais”, conta.

Entre os “lixos” que já chegaram à empresa de Andrade estão smartphones, inclusive iPhones, e TVs de LED. Ele garante que vai tudo para a reciclagem. “Para revender produtos assim, precisaria me certificar de que estão funcionando bem e não tenho tempo de fazer esse tipo de teste”, explica. O produto mais valioso para as recicladoras são os microprocessadores de computadores. “As empresas reutilizam o alumínio, o níquel e outros metais ferrosos e não ferrosos. Cerca de 95% de tudo o que coleto volta para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima”, explica. Com a empreitada, Andrade viu sua renda mensal triplicar, chegando a 30 mil reais por mês.

Não à toa, companhias do porte do Bradesco e Itaú – que não pertencem ao setor de reciclagem – fazem leilões de seu lixo eletrônico para empresas que o reciclam. “Esse tipo de descarte que leva a um retorno passou a ser viabilizado em alguns nichos de negócio, mas não é sempre que isso ocorre em grandes empresas. Depende muito da demanda por aquele lixo e da viabilidade econômica que ele pode proporcionar”, afirma Silva Filho. Segundo dados da Abrelpe, a geração de resíduos aumentou 1,8% em 2011 – um porcentual que é superior à taxa de crescimento populacional do país, que ficou em 0,9%. Ou seja, brasileiros consomem mais, descartam mais e reciclam menos. Ainda de acordo com a associação, 6,4 milhões de toneladas de resíduos sólidos deixaram de ser coletadas no ano de 2011 e acabaram depoistadas no meio ambiente. Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil deixa de ganhar 8 bilhões de reais com reciclagem de resíduos a cada ano.

Logística reversa – Outro ponto oportuno para empresários que atuam nesse setor é a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi lançada pelo governo em 2011. Ela prevê que toda a sociedade (indústria, comércio, poder público e consumidores) será responsável pelos produtos que produz e consome e, por consequência, pelo destino que eles terão. Retirar, reutilizar ou neutralizar o impacto desse lixo no meio ambiente é chamado de logística reversa. Dentro desse plano, estabelece-se também o fim dos lixões a céu aberto.

Ainda que membros do próprio governo não acreditem que o PNRS será cumprido à risca, como ocorre com o próprio Ipea, que elaborou estudo crítico a esse respeito, a oportunidade está sendo criada. “Eu pretendo até mesmo iniciar um novo negócio de coleta, desta vez com pneus, porque haverá demanda”, aposta o empreendedor Paulino Andrade, que coleta gratuitamente o lixo eletrônico de empresas e pessoas físicas, por meio de um cadastro em um site na internet: o Cidadão Eco.

Carga tributária – Mesmo com a criação de soluções inteligentes e lucrativas para o lixo, que têm reflexo positivo no meio ambiente e na oferta de emprego, não há nenhum tipo de incentivo governamental específico para o setor. Nos últimos meses, preocupado em tirar o país da rota da crise financeira internacional, o Palácio do Planalto voltou-se, entre outros setores, para a construção civil. Desde março, pisos laminados, revestimentos e outros insumos contam com o benefício da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Contudo, produtos semelhantes, mas originários do lixo, não têm o apoio do estado – e seus fabricantes prosperam unicamente por seus próprios esforços.

Em fevereiro, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) foi um dos autores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 1/2012), que prevê que produtos elaborados a partir de material reciclado sejam isentos de alguns impostos. O objetivo, segundo o senador, é motivar o empreendedorismo no setor, já que a sustentabilidade por si só ainda não é uma razão suficiente para dar velocidade à expansão de empresas desse nicho. Desde o início do ano, o projeto tramita na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado.

(Com reportagem de Naiara Infante Bertão na Veja on line no dia 08/07/2012 – 09:48 http://veja.abril.com.br/noticia/economia/o-lixo-como-oportunidade-de-sucesso)

Logística reversa: Um novo desafio para as organizações.

Com as constantes mudanças ocorridas no dinâmico e complexo mercado em que atuam as organizações, a logística empresarial, vem ganhando cada vez mais destaque, uma vez que contribui de forma significativa para o processo de gestão de qualidade, padronização e melhoria dos processos, redução de custos, redução do tempo gasto para produção e/ou execução de atividades e maior eficiência em todo o fluxo logístico do produto, desde a aquisição da matéria-prima até (ponto de origem), até o consumidor final (ponto de consumo).

Diante da atual realidade vivenciada pelas organizações e da intensa concorrência entre elas, a logística torna-se ferramenta indispensável para o auxílio aos gestores tornando-se um diferencial competitivo, capaz de fortalecer a imagem institucional, a marca de um determinado produto, atribuir agregação de valor a produtos e serviços e principalmente proporcionar a redução de custos na aquisição de novos insumos utilizados para o abastecimento da cadeia de suprimento.

Dessa maneira, fica claro que as organizações é que tem que se adequar ao mercado e não o mercado se adequar a realidade distinta de cada uma delas. E é dessa adequação que dependerá a sobrevivência dessas organizações. Na verdade, sobreviverão aquelas que possuírem a maior capacidade de inovar, de se antecipar a situações futuras, de se adaptar rapidamente as tendências globais e as incertezas da nova administração organizacional.

Tomando como base as considerações já feitas até aqui, fica clara a percepção da importância estratégica da logística para o contexto organizacional. No entanto para entendermos o processo reverso, é necessário que primeiro, entendamos o processo logístico direto. Para Ballou:

A logística empresarial é um processo que abrange todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos da origem da matéria-prima até seu consumo final, bem como os fluxos de informação, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável. (BALLOU, 1995, p.24).

Nesse sentido, podemos compreender a abrangência da logística dentro de uma organização e perceber a grandiosa importância que o seu gerenciamento possui para o alcance de objetivos pré-estabelecidos, bem como mensurar os resultados positivos do seu eficaz gerenciamento.

Inversamente, temos a logística reversa, que se preocupa com o retorno dos produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo, com foco na sustentabilidade, na produção limpa e posterior redução dos impactos ambientais. Segundo Rogers e Tibben-Lembke:

A logística reversa é definida como o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques de processo, produtos acabados e as respectivas informações, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o propósito de recapturar valor ou adequar o seu destino. (ROGERS, Dale S.; TIBBEN-LEMBKE, Ronald S. , 1999).

O processo logístico reverso gera materiais reaproveitados, que voltam novamente ao processo logístico direto.

O processo reverso, envolve uma série de atividades que a empresa realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados, danificados ou obsoletos dos pontos de consumo até os locais de reprocessamento, revenda ou descarte.

É evidente que para cada situação de estado do produto retornado, haverá uma alternativa específica de modo que o mesmo possa ser reaproveitado e inserido novamente no processo logístico direto.

Observa-se então que o processo reverso consiste basicamente em gerir da melhor forma possível os produtos depois de vendidos ou utilizados pelo consumidor final, quando esses retornam ao seu centro produtivo. Então de que forma é feito esse retorno?

Falando-se de logística reversa, existem os canais de distribuição reversos, são eles: canal pós-venda e pós-consumo.

Os canais de distribuição reversos compreendem basicamente o ocorrido com o produto após contato com o consumidor final. No pós-venda, geralmente o produto volta ao centro produtivo por motivos de avarias, defeitos e/ou insatisfação dos clientes. Já no pós-consumo, os produtos retornam por conseqüências de preservação e redução de impactos ambientais e também ajudam na redução de custos para aquisição de novos insumos usados no processo produtivo.

A logística reversa é tida como um novo desafio para as organizações da atualidade. Conforme explorado nessa dissertação, podemos observar as dificuldades que os gestores têm em administrar as etapas do gerenciamento do fluxo reverso.

No entanto, percebemos também a necessidade que as organizações possuem em se adequar a essa nova realidade, o que é vital para sua sobrevivência no mercado.

O que se espera com essa nova forma de administrar o destino dos produtos inseridos no mercado pelas organizações, é que elas atuem com maior consciência ambiental, com maior otimização na redução de custos e gerenciamento de processos, fortaleçam sua imagem e suas marcas e contribuam significativamente para a bem comum da sociedade, atendo ao perfil do novo consumidor.” (Fonte: Agência Brasil postado no bloghttp://logisticareversa.wordpress.com/author/rogerpatrocinio/ por Roger Patrocínio – 11/05/2011)

Destine seu lixo eletrônico enviando um e-mail

A empresa Cidadão Eco faz a logística reversa do lixo eletrônico que está na sua casa. O serviço de coleta é gratuito e garante que a sucata não acabe em aterros sanitários

Marina Franco – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 04/03/2011

Que materiais eletrônicos não devem ser descartados com o lixo comum, muita gente já sabe. Mas o destino correto de aparelhos obsoletos ainda é uma incógnita para a maioria das pessoas. Sem saber onde deixá-los para reciclagem, acabam estocando os eletrônicos antigos em residências, condomínios, empresas e escolas.

Mas já é possível contar com iniciativas de recolhimento destes materiais. Quem diria que apenas com um e-mail o problema estaria resolvido? Esta é a proposta da empresa Cidadão Eco, que há mais de um ano coleta, gratuitamente, sucata eletrônica em pontos da grande São Paulo.

No site da empresa* é possível agendar a coleta. Basta preencher o formulário que será enviado por e-mail com seus dados e a relação do que será retirado. Participam do serviço materiais como HDs, placas, memórias, computadores, celulares, fios e cabos de força, processadores, baterias automotivas, aparelhos de CD e DVD, entre outros.

Depois de recolhidos, a Cidadão Eco faz a separação dos aparelhos, os desmonta e encaminha para usinas de reciclagem. “Essas empresas extraem os metais pesados e separam ouro, cobre, chumbo, ferro. Depois de reciclados, matérias-primas como plástico, vidro, ferro e até madeira, voltam para os processos de produção na indústria”, explica Paulino Andrade, o idealizador do projeto. “94% do lixo eletrônico pode ser recuperado”.

Se sua cidade não for contemplada pela área de coleta do Cidadão Eco, é possível enviar a sucata pelo correio. “Em casos de grandes quantidades os interessados em se desfazer do lixo podem contratar transportadoras para enviá-lo”, afirma Paulino. Uma solução simples para aquele material velho estocado na sua casa.

Marina Franco – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 04/03/2011
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Descarte Sustentável

Por: Thays Biasetti – 28/03/2010

Saiba o que fazer com o seu lixo

Você tem uma televisão antiga na sua casa e não sabe o que fazer? Celulares quebrados? Videocassete? Esses equipamentos são um sério risco para o meio ambiente, e não podem ser jogados em lixo comum. Possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, tais como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. Em contato com o solo, estes produtos contaminam o lençol freático; se queimados, poluem o ar. Além disso, causam doenças graves em catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados nos lixões.

O lixo eletrônico é um dos grandes problemas da sociedade moderna.  Com a tecnologia avançando na velocidade da luz e a sociedade capitalista consumista, a quantidade de equipamentos obsoletos que ficam sem finalidade, inclusive no lixo, é imensa. A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Segundo dados da ONU, o Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano.

Pensando no descarte correto desses produtos, algumas empresas e ONGs se especializaram no recolhimento e reciclagem de equipamentos eletrônicos. Um deles é o projeto Cidadão Eco, especializado em logística reversa e que coleta as sucatas eletrônicas, realiza a triagem, separação e o desmonte dos aparelhos, em seguida encaminha para empresas de reciclagem onde os componentes são triturados. Dessa forma, a empresa assegura que as sucatas não retornem ao mercado para fins escusos, ou seja, enviados para aterros sanitários. Além disso, todos os processos realizados e serviços de destruição de sucata estão de acordo com a legislação ambiental. A retirada dos produtos é agendada pelo site do projeto (www.cidadaoeco.com.br) e o custo é feito de acordo com o local. Por enquanto, a Cidadão ECO só faz retirada de material  em São Paulo(Capital) e Grande ABCD.Também em São Paulo, a Secretaria do Meio Ambiente disponibiliza o E-lixo Maps (www.e-lixo.org/), que ajuda a achar o local de descarte mais próximo da sua casa. Várias outras cidades possuem ONGs, empresas e projetos que recebem material eletrônico obsoleto. Para saber onde descartar em sua cidade, entre no site: www.lixoeletronico.org ou verifique com a Secretaria do Meio Ambiente.

 

Os 4 “RS” Norteadores da reciclagem

22/03/2010

Vivemos em uma sociedade altamente consumista, que, como tal, oferece grande quantidade de produtos com alto desperdício de recursos naturais e grande produção de lixo. Essa imensa utilização dos recursos naturais está levando o planeta a um colapso e arriscando o futuro de todos nós.

O aquecimento global, o efeito estufa e a poluição são apenas algumas graves consequências da interferência humana no meio ambiente e da economia moderna.A única esperança para conter os  desastres ambientais e a falta de recursos  naturais essenciais, como a água e o ar puro, é a formação de uma nova consciência e a adoção de novos hábitos de vida.

A escola apresenta um papel relevante à medida que pode conscientizar as novas gerações. Se os jovens incorporarem ao seu cotidiano os norteadores da reciclagem, os quatro “RS” – reduzir, racionalizar, reutilizar e reciclar -, certamente, ensinarão esta lição para seus familiares e poderemos vislumbrar uma luz no fim do túnel. O Brasil produz, todo ano, cerca de nove bilhões de garrafas pet e menos da metade é reciclada! Apesar dos esforços governamentais e não-governamentais e do sucesso de campanhas para reduzir a produção de lixo e poluentes, ainda enfrentamos aumentos constantes e indesejáveis.

É fundamental praticar o desenvolvimento sustentável, isto é, repor constantemente os recursos naturais utilizados para que eles possam estar disponíveis no futuro. Para isso, sociedades e governos precisam monitorar todo o ciclo de materiais, identificar as etapas falhas e controlar os desperdícios e resíduos persistentes. E, assim, lidar efetivamente com os quatro “RS”.

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Economia e Vida”. O Texto-Base da Campanha insiste que a economia existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade.  O lema da Campanha é a afirmação de Jesus registrada no Evangelho de Mateus – “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24) – e nos propõe uma escolha entre os valores do plano de Deus e a rendição diante do dinheiro.

O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos nem o critério absoluto das decisões das pessoas e dos governos. A medida fundamental para qualquer economia deveria ser um sistema que crie reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida para todas as pessoas, inclusive para que toda criação divina possa estar assegurada.

O capitalismo trabalha no sentido oposto e estimula cada vez mais a destruição do planeta. Não se importa com a destruição da natureza ou com o fato de que está tornando sistêmica a miséria de milhões de famílias.

Atualmente, para mudarmos e garantirmos o nosso futuro e o das próximas gerações é urgente mudarmos o nosso olhar diante do planeta Terra. Abraçar os quatro “RS” e colocá-los em prática não significa somente modismo ou ter consciência ambiental, mas sim sobrevivência da espécie humana e de todas as outras.
(Joice Lobo – Professora de Ciências da segunda etapa do Ensino Fundamental).

 

Fabricação de cada computador consome 1.800 quilos de materiais

Agostinho Rosa – 09/03/2007

Você sabe quanto pesa o seu computador? Embora possa não ter o dado preciso, você poderia fazer uma boa estimava, com uma grande possibilidade de não errar muito. Mas e quanto pesa todo o material gasto no processo produtivo que transformou todas as matérias-primas, até fazê-las tomar a forma de computador?
O dado é impressionante e acaba de ser divulgado pela Universidade das Nações Unidas. Em um estudo coordenado pelo professor Ruediger Kuehr, os pesquisadores descobriram que nada menos de 1,8 tonelada de materiais dos mais diversos tipos são utilizados para se construir um único computador.
O cálculo foi feito tomando-se como base um computador de mesa com um monitor CRT de 17 polegadas. Somente em combustíveis fósseis, o processo de fabricação de um computador consome mais de 10 vezes o seu próprio peso.
São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de produtos químicos e – talvez o dado mais impressionante – 1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador propriamente dita, exige lavagens seguidas em água extremamente pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente.
O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material-intensiva – em termos de peso – do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis.

Reciclagem de computadores
Mas esta não é a única razão pela qual os pesquisadores das Nações Unidas estão preocupados com a reciclagem de computadores e de todo tipo de equipamento eletrônico. Além do desperdício e do seu grande potencial poluidor e até mesmo tóxico, o chamado e-lixo, ou lixo eletrônico, está fazendo um estrago nas cotações dos metais utilizados na fabricação de componentes e circuitos eletrônicos.
A primeira preocupação é facilmente perceptível. O simples descarte dos equipamentos eletrônicos tecnicamente obsoletos representa um desperdício enorme de recursos. “Há mais do que ouro nessas montanhas de sucata de alta tecnologia” comenta o Dr. Kuehr. E não é força de expressão: o ouro está mesmo presente nos contatos dos microprocessadores, das memórias e da maioria dos circuitos integrados.

Metais preciosos nos computadores
Além do ouro, da prata e do paládio, os computadores contêm cobre, estanho, gálio, índio e mais uma família inteira de metais únicos e indispensáveis e, portanto, de altíssimo valor.
O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de equipamentos fabricados todos os anos.
Nos últimos cinco anos, o preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco, não é possível simplesmente produzir mais, porque não há produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais são limitadas.
Graças a isso, alguns esforços de reciclagem do índio já estão sendo feitos na Bélgica, no Japão e nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O Japão já consegue retirar metade de suas necessidades anuais do elemento a partir da reciclagem.
E o índio não é o único exemplo. O preço de mercado de outros metais necessários à indústria eletrônica, mesmo que em pequenas quantidades, também disparou. Embora o preço do bismuto, utilizado em soldas sem chumbo, tenha apenas dobrado nos últimos dois anos, o preço do rutênio, utilizado em resistores e em discos rígidos, foi multiplicado por sete.

Ciclo de reciclagem
“Os grandes picos de preços de todos esses elementos especiais que dependem da produção de metais como zinco, cobre, chumbo ou platina, ressaltam que a manutenção da oferta a preços competitivos não poderá ser garantida indefinidamente a menos que sejam estabelecidos ciclos eficientes de reciclagem para recuperá-los a partir dos produtos obsoletos”, diz o Dr. Kuehr.
Só que, da mesma maneira que esses elementos são geralmente subprodutos, aparecendo em quantidades-traço em relação aos metais principais que a mineração está explorando, eles também aparecem em quantidades-traço na sucata. E reciclá-los é também uma questão de alta tecnologia, que exigirá processos de alta tecnologia.
Mas é essencial fazê-lo, diz o relatório da Universidade das Nações Unidas. O setor de telecomunicações e tecnologia da informação já responde por 7,7% do produto mundial, segundo dados da OCDE. Só os equipamentos são responsáveis por algo entre 4% (Estados Unidos) e 7% (Alemanha), variando conforme a região e o país. É impensável continuar a desperdiçar recursos dessa magnitude, simplesmente descartando esses bens obsoletos ou queimando-os e lançando seus gases tóxicos na atmosfera.

Doação de computadores
Os pesquisadores da ONU também detectaram um problema inédito: uma espécie de “caridade do amigo-da-onça”. Algumas empresas de má fé, situadas nos países centrais, estão enviando computadores para os países mais pobres não porque estejam preocupados com a inclusão digital ou com a melhoria da educação nesses países: elas estão simplesmente se livrando de forma desonesta e ilegal de equipamentos cujo descarte seria problemática em seus países e cuja reciclagem é ainda técnica e economicamente pouco interessante.
Essas empresas inescrupulosas contam com a própria incapacidade dos países pobre e em desenvolvimento em viabilizarem o uso imediato dos equipamentos, que acabarão ficando encostados sem que ninguém verifique sequer se eles realmente funcionam. E os que ainda têm condições de funcionar, logo deixarão de ter utilidade, graças ao ritmo alucinante da obsolescência técnica.

Por que reciclar?

A reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais, que têm a sua vida prolongada. Ao reciclarmos papel, por exemplo, diminuímos a necessidade de cortar mais árvores.
A reciclagem do metal reduz a atividade extrativista e processos industriais que aumentam a emissão dos gases do chamado Efeito Estufa (dióxido de carbono, metano e outros) o qual por sua vez, provoca o aquecimento global.
Além disso, a reciclagem é uma opção de trabalho e renda para camadas mais pobres da população, que tiveram menos acesso à educação. No Brasil, um dos maiores sucessos em reciclagem é a de latas de alumínio para bebidas. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), o Brasil é hoje o líder mundial em reciclagem de latas de alumínio, que chega a 96,2% da produção.